Pinhão Cozido na Pressão

Pinhão Cozido na Pressão | Receitas Fala Galera
🎉 Receitas de Festa

Pinhão Cozido na Pressão

O sabor da fogueira de São João e do inverno gaúcho, no ponto macio que solta da casca.

⏱️5 minPreparo
🔥35 minCozimento
🍽️6 porçõesRende
175 kcalPor 100g
📊FácilDificuldade
A receita

Quentinho, com cheiro de fogueira

O pinhão cozido na pressão é daquelas receitas que não precisam de truque nenhum para serem inesquecíveis — basta o tempo certo e um bom punhado de sal grosso. Aqui no Rio Grande do Sul, quando o frio chega e junho aponta, o cheiro do pinhão fervendo na panela é praticamente o aviso de que a temporada de fogueira, quentão e história ao redor do fogo começou.

A semente da araucária, nosso pinheiro-brasileiro, tem casca dura e miolo amarelinho de sabor adocicado, entre a castanha e a batata. O segredo de um pinhão perfeito está em cozinhar até soltar da casca sem virar papa: firme, macio e fácil de descascar com os dedos ainda mornos. A panela de pressão resolve isso em uma fração do tempo da panela comum.

Dica da Renata: deixe os pinhões descansando dentro da própria água quente do cozimento até a hora de servir. Eles continuam macios, não ressecam e descascam muito mais fácil — esse é o pulo do gato da minha vó.

É petisco de roda de conversa, entrada de almoço de domingo e estrela absoluta de qualquer festa junina sulista. Sirva numa cuia ou tigela no centro da mesa e deixe que cada um descasque o seu — porque metade da graça do pinhão é justamente essa, comer com as mãos, sem pressa, junto de quem se gosta.

BasePinhão fresco
DestaqueSabor adocicado
TemperaturaServir quente
CustoEconômico
Congela?Sim, cozido
OrigemSul do Brasil
Um pouco de história

Da araucária para a mesa

O pinhão é a semente da Araucaria angustifolia, árvore símbolo do planalto sul-brasileiro e alimento sagrado para os povos indígenas Kaingang e Xokleng muito antes da colonização. As famílias se reuniam na época da queda dos pinhões — a “safra” entre abril e julho — para colher e cozinhar juntas.

Não é coincidência que ele tenha virado símbolo das festas juninas do Sul: a colheita coincide com o inverno e com São João. Hoje, comer pinhão à beira da fogueira é manter viva uma tradição que atravessa séculos e une indígenas, imigrantes e gaúchos numa mesma cuia fumegante.

O que você vai usar

Ingredientes

Para o cozimento

1 kgpinhões frescos, com casca
2 colheres (sopa)sal grosso
o suficienteágua (até cobrir os pinhões)
2 folhasde louro opcional
Antes de tudo: mergulhe os pinhões numa bacia com água e descarte os que boiarem — geralmente estão chochos ou estragados. Os bons afundam.
Mãos à obra

Modo de preparo

1

Lave e selecione

Lave bem os pinhões em água corrente para tirar a terra. Coloque-os numa bacia com água: descarte os que flutuarem e fique só com os que afundam.

2

Monte a panela

Transfira os pinhões para a panela de pressão. Cubra com água até passar uns dois dedos acima deles e acrescente o sal grosso (e o louro, se quiser aroma extra).

Não encha a panela acima de 2/3 da capacidade — o pinhão libera espuma e precisa de espaço para a pressão circular com segurança.
3

Cozinhe sob pressão

Tampe e leve ao fogo alto. Quando começar a chiar, abaixe para fogo médio e conte o tempo. Pinhões médios ficam prontos em cerca de 35 minutos; os bem graúdos podem pedir 45.

⏱️ 35 a 45 min após pegar pressão
4

Deixe a pressão sair sozinha

Desligue o fogo e espere a pressão escapar naturalmente. Não force a válvula nem leve a panela à torneira — deixe o vapor baixar no tempo dele.

⏱️ ~10 min de descanso
5

Teste o ponto

Abra a panela e pegue um pinhão. Aperte: a casca deve abrir com facilidade e o miolo soltar inteiro, macio mas firme. Se ainda estiver duro, tampe e cozinhe mais 5 a 10 minutos.

O ponto ideal é “al dente”: cozido por dentro, sem desmanchar. Pinhão cozido demais fica seco e farinhento.
6

Sirva quente

Deixe os pinhões na própria água quente até a hora de comer. Escorra só uma porção de cada vez e leve à mesa numa cuia ou tigela. Descasque com os dedos ou faça um corte raso na casca com a faca.

Para não errar

3 segredos do pinhão perfeito

01

Sal generoso na água

O pinhão tem casca grossa e absorve pouco tempero. Sem sal de sobra na água, o miolo fica sem graça. Capriche: a água precisa ficar bem salgada, como a do mar.

02

Tempo conforme o tamanho

O maior erro é cronometrar igual para todos. Separe os graúdos dos miúdos ou cozinhe os grandes por mais tempo — senão uns ficam crus e outros viram pasta.

03

Não escorra antes da hora

Pinhão fora da água esfria rápido e a casca gruda no miolo. Mantenha-os submersos na água quente e descasque morno: solta como manteiga.

Para variar

4 jeitos de aproveitar

🔥

Pinhão sapecado

Depois de cozido, leve os pinhões ao forno quente ou à brasa por alguns minutos. A casca tosta, racha sozinha e ganha aquele gostinho defumado de fogueira.

🥓

Refogado com linguiça

Descasque os pinhões cozidos e refogue na banha ou no óleo com linguiça calabresa e cebola. Vira um prato completo e reconfortante de inverno.

🥜

Paçoca de pinhão

Soque o pinhão cozido no pilão com carne-seca desfiada e farinha de mandioca. É o aproveitamento mais gaúcho que existe — petisco de boteco caseiro.

🍲

Entrevero

Junte o pinhão a uma mistura de carnes, linguiça e legumes salteados. O miolo amanteigado dá corpo e doçura ao prato típico das cozinhas serranas.

À mesa

Como servir

Com quentão quentinho Ao redor da fogueira Como petisco de roda Acompanhado de vinho Na festa junina Entrada de almoço
🍚 Você também vai gostar Arroz de Carreteiro Gaúcho Original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima